Destaque da Semana

Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

Demanda total de passageiros aéreos globais cresce 5,7% em novembro de 2025 e taxa de ocupação oscila em 84%

Genebra, Suíça - A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) divulgou dados sobre a demanda global de passageiros para novembro de 2025. 

O RPK doméstico aumentou 2,7% em relação a novembro de 2024, e a taxa de ocupação manteve-se estável em 83,2%. (Arquivo) 

A demanda total, medida em passageiros-quilômetro pagos (RPK), aumentou 5,7% em comparação com novembro de 2024. A capacidade total, medida em assentos-quilômetro disponíveis (ASK), aumentou 5,4% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação foi de 83,7% (+0,3 ponto percentual em comparação com novembro de 2024), um recorde para novembro. 

A demanda internacional aumentou 7,7% em comparação com novembro de 2024. A capacidade cresceu 7,1% em relação ao ano anterior, e o fator de ocupação foi de 84,0% (+0,4 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). 

A demanda doméstica aumentou 2,7% em comparação com novembro de 2024. A capacidade instalada cresceu 2,7% em relação ao ano anterior. O fator de ocupação foi de 83,2% (inalterado em comparação com novembro de 2024). 

“Em novembro de 2025, a demanda por viagens aéreas continuou forte, com um crescimento anual de 5,7%. As taxas de ocupação atingiram um novo recorde de 83,7% no mês, à medida que as companhias aéreas continuaram a atender à crescente demanda de passageiros, apesar das contínuas restrições de capacidade decorrentes dos desafios na cadeia de suprimentos aeroespacial. A resolução de Ano Novo para o setor manufatureiro deve ser aumentar a produção para atender às necessidades de seus clientes, as companhias aéreas. A carteira de pedidos de mais de 17.000 aeronaves, que atingimos em 2025, deve ser reduzida em 2026”, afirmou Willie Walsh, Diretor Geral, IATA.  


Análise Regional - Mercados Internacionais de Passageiros 

O crescimento do RPK internacional foi de expressivos 7,7% em novembro, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A taxa de ocupação internacional, de 84,0%, também atingiu um recorde para novembro. Em comparação com outubro, o crescimento apresentou leve queda em todas as regiões, exceto na África.

As companhias aéreas da região Ásia-Pacífico registraram um aumento de 9,3% na demanda em comparação com o ano anterior. A capacidade aumentou 8,7% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 85,8% (+0,5 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). As tensões geopolíticas levaram a uma desaceleração do tráfego entre a China e o Japão, com crescimento de um dígito pela primeira vez em 2025. 

As companhias aéreas da Europa registraram um aumento de 6,8% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 6,1% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 85,6% (+0,5 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). 

As companhias aéreas da América do Norte registraram um aumento de 4,0% na demanda em comparação com o ano anterior. A capacidade aumentou 4,2% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 81,0% (-0,1 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). Considerando o tráfego total, a América do Norte apresentou 10 meses consecutivos de queda na taxa de ocupação em relação ao ano anterior. 

As companhias aéreas do Oriente Médio registraram um aumento de 9,6% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 9,2% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 81,4% (+0,3 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). 

As companhias aéreas da América Latina registraram um aumento de 4,4% na demanda em comparação com o ano anterior. A capacidade aumentou 4,7% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação foi de 83,9% (-0,2 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). 

As companhias aéreas da África foram o destaque, com um aumento de 11,2% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 8,5% em relação ao ano anterior. A taxa de ocupação foi de 74,3% (+1,8 ponto percentual em comparação com novembro de 2024). 


Mercados domésticos passageiros 

O RPK doméstico aumentou 2,7% em relação a novembro de 2024, e a taxa de ocupação manteve-se estável em 83,2%, impulsionada por uma expansão de capacidade de 2,7%. Brasil e Índia foram os mercados de crescimento mais rápido. O tráfego doméstico nos EUA foi o único grande mercado a apresentar queda na demanda, possivelmente devido à paralisação do governo. 


Mercados Domésticos de Passageiros (%)

Austáralia > 82,6
Brasil > 85,9
China > 82,9
índia > 88,5
Japão > 87,1
EUA > 79,6

Total > 83,2%