Destaque da Semana

Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

IATA Participa De Fórum Para Debater Desafios E Oportunidades Do SAF No Brasil

São Paulo - A International Air Transport Association -- IATA participou, hoje, do painel Desafios e Oportunidades dos Combustíveis de Aviação Sustentável no Brasil, no Fórum Abastecendo a Bioeconomia e o Futuro Sustentável da Indústria Aeroespacial, realizado pela Boeing em parceria com a RSB (Roundtable on Sustainable Biomaterials). O evento aconteceu na AMCHAM Brasil, em São Paulo, e reuniu líderes do setor da bioeconomia do país e especialistas em sustentabilidade com o objetivo de discutir, explorar e impulsionar a transformação sustentável da bioeconomia brasileira e do setor de aviação. 

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Na ocasião, a IATA apresentou os compromissos do setor com a neutralidade em emissões de carbono até 2050 e o plano para alcançar essa meta. A Associação também trouxe dados para demonstrar o tamanho do mercado de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) necessário para viabilizar o transporte aéreo ao longo dos próximos 30 anos e os impactos econômicos e sociais que ampliarão as oportunidades de geração de emprego, renda e desenvolvimento no país. 

“Atingir a emissão líquida zero será um enorme desafio. A indústria da aviação deve reduzir progressivamente suas emissões enquanto acomoda a crescente demanda de um mundo ávido por voar. Para atender às necessidades dos dez bilhões de pessoas que deverão voar em 2050, pelo menos 1,8 gigatonelada de carbono deve ser reduzida naquele ano. Além disso, o compromisso líquido zero implica que um total cumulativo de 21,2 gigatoneladas de carbono será abatido entre agora e 2050”, afirma Marcelo Pedroso, Diretor de Relações Externas, IATA. 

Ainda de acordo com Pedroso, um cenário projetado pelo setor aponta que 65% desta redução virá do uso de SAF. Espera-se que novas tecnologias de propulsão, tal como o hidrogênio, sejam responsáveis por outros 13%, enquanto as melhorias de eficiência, por mais 3%. O restante será tratado com medidas fora do setor, tais como compensações de carbono. A divisão real e a trajetória para chegar a essa meta dependerão de quais soluções serão as mais econômicas ao longo do tempo. 

Qualquer que seja o caminho final para o net zero, é absolutamente necessário o desenvolvimento harmonizado de políticas e um acordo padrão sobre critérios de sustentabilidade para o SAF. Para que isso se torne realidade, o apoio governamental é essencial para a criação de uma estrutura legal para produzir SAF compatível com os padrões internacionais e acompanhar as orientações da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) sobre critérios para combustíveis elegíveis em nível internacional.