Destaque da Semana

Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

Ryanair Informa Aumento Nas Tarifas Em 14% E 95M De Passageiros Transportados No Verão

A Ryanair informou hoje que no verão subiu os preços em 14%, tendo ficado no conjunto do semestre abril a setembro num aumento médio de 7%, pelo impacto negativo da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia nos primeiros três meses. 

(© PressTUR)

A companhia aérea avançou que superou os 95 milhões de passageiros nesses seis meses, que correspondem ao primeiro semestre do exercício 2023, que termina a 31 de março do próximo ano, com uma média de mais de três mil voos por dia, para os quais vendeu cerca de 96% dos lugares disponíveis. 

O aumento do tráfego e a subida do preço médio proporcionaram à Ryanair um aumento dos proveitos em 22,8% ou 1,23 bilhão de euros, para 6,6 bilhões, com o custo médio por passageiro a subir 10,7%, para 69,6 euros. 

O balanço publicado pela low cost assinala um aumento mais expressivo das chamadas receitas complementares ou ancillary, como compra de embarque prioritário, marcação de lugar no avião e compras a bordo, que atingiram 2,1 bilhões de euros, +32,4% ou mais 536,7 milhões que no período homólogo de 2019, pré-pandemia.

O balanço mostra, também, que os lucros subiram ainda mais que as receitas, tendo atingido 1,2 bilhão de euros, +9,6% ou mais 110,7 milhões que no período homólogo de 2019, apesar de um aumento dos encargos com combustíveis em quase 45% ou 713 milhões de euros, para 2,2 bilhões. 

A informação da Ryanair realça no entanto que ficou ainda mais competitiva em custos, aumentando a distância para as maiores concorrentes, designadamente a Wizz Air e a easyJet.