Destaque da Semana

Devido aos conflitos geopolíticos que afetam o transporte aéreo na região Oriente Médio e Ásia-Pacífico, aeroportos estão sob pressão, contudo o tráfego aéreo permanece resiliente

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Nove grandes aeroportos do Oriente Médio operaram com apenas 53% da capacidade programada durante os meses de março e abril  Déficit de receita contínuo de US$ 900 milhões a US$ 1 bilhão ao longo de dois meses  Mais de 27 milhões de passageiros e 620 mil toneladas de carga foram afetados entre março e abril de 2026  Bangkok, Tailândia - O Conselho Internacional de Aeroportos da Ásia-Pacífico e Oriente Médio (ACI APAC & MID), associação que representa mais de 600 aeroportos em 45 países e territórios, divulgou durante esta semana uma avaliação abrangente do impacto operacional e econômico do conflito militar em curso no Golfo sobre a infraestrutura de aviação regional no Oriente Médio.  Aeroporto de Hamad, Doha, Catar. (Arquivo © BlogTurs) A avaliação, realizada em parceria com a Flare Aviation Consulting, abrange o período de dois meses, desde o início do conflito até 30 de abril de 2026. Ela confirma que o conflito militar colocou a rede global de transporte aé...

Em Reunião Do G20, Presidente Da Embratur Defende Turismo Sustentável Como Atividade Econômica Do Futuro

3ª Reunião do Grupo de Trabalho de Turismo do G20 debateu a atividade como motor de sustentabilidade, preservação do meio ambiente e geração de desenvolvimento 

O Presidente da Embratur, Marcelo Freixo, participou, na manhã desta segunda-feira (1°), da 3ª Reunião Técnica do Grupo de Trabalho de Turismo do G20, realizada na Praça Mauá, no Rio de Janeiro (RJ). Em seu discurso, Freixo destacou a importância do setor como motor de desenvolvimento para uma nova economia mundial, que seja mais sustentável e ambientalmente responsável, e lembrou a importância da Amazônia para este debate. 

Marcelo Freixo discursou durante reunião de trabalho do G20, no Rio de Janeiro.
(Embratur © Marcio Menasce)

O encontro contou com a presença de representantes de 26 delegações, que incluíram os países-membros do G20 e convidados, e do Ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino. A cúpula do G20 com o encontro dos chefes de estado acontecerá também no Rio de Janeiro, nos dias 18 e 19 de novembro. 

Os presentes no encontro desta segunda debateram temas como sustentabilidade, proteção ao meio ambiente, o turismo como instrumento de desenvolvimento social, desenvolvimento de metodologias para mensurar a sustentabilidade de destinos turísticos, o fortalecimento de instituições multilaterais voltadas para o tema, a ampliação do financiamento internacional de projetos turísticos sustentáveis e qualificação profissional. 


Freixo defendeu que o turismo, como atividade econômica, pode ser parte da grande solução global para a economia mundial. “O turismo pode ser, no Século 21, a grande solução, quando pensamos em economia. Hoje, no Brasil, o turismo corresponde a 8% do PIB. No mundo, corresponde a aproximadamente 3% do PIB mundial. Quando olhamos para os desafios diante da democracia e da sustentabilidade, dois pilares fundamentais do governo do presidente Lula, a garantia dos direitos humanos e da democracia e a responsabilidade climática, temos no turismo um instrumento decisivo para um mundo que seja mais responsável”, destacou. 

“Sabemos que muitos lugares do mundo, por opções no modelo de desenvolvimento, destruíram suas florestas de maneira irreversível. Aqui no Brasil, mesmo com muitos problemas do passado, ainda temos uma grande possibilidade de pensarmos uma responsabilidade climática junto com todo o planeta. Vivemos em uma mesma casa, que é o planeta Terra. Uma casa com muitas portas, com línguas, culturas e histórias diferentes. Mas todas essas portas são de uma mesma casa. É importante que cada porta entenda o papel que tem diante de uma mesma casa. Nossa responsabilidade é urgente”, comparou. 

Ainda ressaltando os desafios climáticos e ambientais, Freixo disse que “nenhum país será vitorioso se essa casa for destruída”. “O que nos une aqui é colocar o turismo como um modelo de desenvolvimento decisivo para a geração de emprego e renda, e um modelo de sustentabilidade. Por isso que as boas práticas, que melhorem os indicadores de sustentabilidade com inovação e inteligência de dados, devem ser compartilhadas. A casa é uma só, e ninguém que sai de uma porta para outra quer encontrar um mundo pior”, completou. 


O Presidente da Embratur lembrou, ainda, que além de sediar o G20, o Brasil vai sediar a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30) em 2025. “A Amazônia pertence ao mundo, é verdade, mas 70% dela é no território brasileiro. E essa floresta não foi destruída como todas as outras. O debate da sustentabilidade é um debate de geração de energia, de respeito aos povos originários, de autonomia, e é um debate sobre a grande casa que é o planeta Terra”, afirmou. 

“Então, que a gente possa olhar mais para o futuro do que para o passado. E que a gente traga todas as soluções que hoje existem dentro do turismo como forma dessa casa ser melhor. Sejam bem-vindos. O Brasil está de portas abertas assim como o Cristo Redentor está de braços abertos”, finalizou.