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Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

COP30: Roda de conversa reforça parceria entre UNESCO e Ministério do Turismo ao apontar estratégias para integrar Geoparques

Uma roda de conversa realizada ontem, sábado (15/11), no estande do Ministério do Turismo do Brasil na Green Zone da COP30, debateu o papel estratégico das áreas reconhecidas pela UNESCO no Brasil – Patrimônios Mundiais, Geoparques e Reservas da Biosfera - no desenvolvimento sustentável do país. O encontro, que reuniu especialistas, gestores públicos e representantes da sociedade civil, abordou a necessidade de se articular conservação ambiental, valorização cultural e geração de oportunidades nas regiões chanceladas. 

Roda de conversa na COP30 debateu o papel estratégico dos Geoparques no desenvolvimento sustentável nacional. (MTur © Henrique Huff)

A coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, Fabiana Oliveira, frisou que o reconhecimento internacional das áreas é fundamentais para impulsionar a competitividade dos destinos brasileiros. 

“Os reconhecimentos internacionais da UNESCO atuam como um selo de excelência que amplia a visibilidade e a credibilidade dos destinos turísticos. Quando um lugar recebe uma chancela, ele passa a ser percebido como um patrimônio de valor universal, o que atrai viajantes em busca de experiências autênticas, culturais e sustentáveis. Esses títulos fortalecem a identidade local, estimulam investimentos em conservação e qualificam a oferta turística, tornando o destino mais competitivo no Brasil e no exterior”, apontou Fabiana. 

Participante do debate, Eduardo Guimarães, presidente da Rede Global de Geoparques Mundiais da UNESCO, vice-coordenador da Rede de Geoparques da América Latina e Caribe e diretor do Geoparque Araripe, no Ceará, explicou que o Brasil está à frente de um movimento inédito de integração internacional. 

“A roda teve como propósito discutir os sítios mundiais da UNESCO como estratégia de desenvolvimento sustentável para o Brasil. Estamos atuando como uma espécie de força-tarefa para criar pontes entre os programas, para que cada um não trabalhe isolado. É uma iniciativa nova - não só no Brasil, mas no mundo -, e, por isso, exige mais empenho. Já percebemos muita sinergia entre lideranças e especialistas e, em breve, teremos um produto técnico que tornará essa discussão ainda mais propositiva”, adiantou Guimarães. 

Eduardo Guimarães ressaltou a importância do apoio do Ministério do Turismo à promoção dos Geoparques e demais programas da UNESCO. “O Ministério do Turismo tem sido um parceiro essencial. Nos últimos dois anos, tanto no Salão Nacional de Turismo do Rio de Janeiro quanto no de São Paulo, o apoio do MTur foi decisivo para viabilizar a participação dos Geoparques Mundiais. Os estandes foram muito visitados, muito bem produzidos, e isso mostra a convergência de objetivos. Esse relacionamento começou há pouco mais de dois ou três anos, mas já mostra avanços importantes”, celebrou. 

Segundo Eduardo, o alinhamento com o Ministério do Turismo demonstra o potencial dos programas da UNESCO como produtos turísticos capazes de ampliar a visibilidade internacional do Brasil. 

O encontro integrou a agenda do Ministério do Turismo na Conferência Mundial do Clima e reafirmou o compromisso do Brasil com modelos inovadores de preservação e desenvolvimento territorial.