Destaque da Semana

Aena entre as empresas mais sustentáveis do mundo segundo o ranking “World's Most Sustainable Companies 2026” da revista TIME

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A companhia ocupa o 9º lugar entre as 750 empresas avaliadas  Esse ranking reconhece as corporações que priorizam a sustentabilidade em suas práticas empresariais  A Aena conquistou a nona posição na lista "World's Most Sustainable Companies 2026" (Empresas Mais Sustentáveis ​​do Mundo em 2026) divulgada no início do mês — elaborada pela revista TIME e pela empresa de pesquisa de mercado Statista — em reconhecimento à priorização de políticas de sustentabilidade ambiental em suas práticas de negócios.  Vista da fachada do Aeroporto Madrid-Barajas. (Arquivo © BlogTurS/Aena) Esse ranking reforça o reconhecimento da forma como a empresa integrou a sustentabilidade à sua estratégia corporativa e à sua gestão. A lista avalia 750 empresas consideradas pela revista como as "maiores e mais influentes do mundo", com base em critérios de transparência, prestação de contas e impacto ambiental.  Essa distinção sucede a recente inclusão da Aena — pelo quarto ano consecutivo ...

Transformando pontos críticos em oportunidade: SITA defende colaboração para corrigir viagens intermodais

Novo white paper pede que operadores de transporte trabalhem juntos para melhorar os pontos onde as viagens se interrompem 

Genebra, Suíça - As viagens intermodais funcionam melhor quando aeroportos, companhias aéreas, operadores ferroviários, operadores marítimos, cidades e autoridades de transporte trabalham juntos para corrigir os pontos onde a jornada se interrompe. Um novo white paper da SITA, Navigating the Seams of Seamless Travel (Navegando pelas Complexidades das Viagens Sem Interrupções, em tradução livre), defende que a colaboração baseada em dados compartilhados e ações coordenadas é a forma mais prática de reduzir o estresse dos passageiros, diminuir ineficiências e proteger receitas. 

(© Freepik)

As redes de transporte estão se expandindo entre os modais aéreo, ferroviário, marítimo e urbano. Ainda assim, a jornada costuma falhar nos pontos de transferência, onde os passageiros passam de um meio de transporte para outro. Informações se perdem entre operadores, responsabilidades ficam pouco claras e os passageiros acabam lidando sozinhos com conexões perdidas e regras conflitantes. Essas lacunas criam pontos cegos operacionais em todo o sistema de viagens e reduzem silenciosamente a receita dos operadores. 


De transferências fragmentadas à ação coordenada 

Pontos de transferência fragmentados aumentam o risco, uma vez que a demanda por viagens intermodais crescerá nas próximas décadas. Sistemas desconectados geram efeitos em cascata quando ocorrem atrasos. A troca limitada de dados entre organizações impede ações coordenadas nos momentos mais críticos. 

O relatório apresenta uma conclusão clara: o progresso não depende de novas infraestruturas ou de outra plataforma isolada, mas de conectar o que já existe. Quando operadores compartilham visibilidade sobre o fluxo de passageiros, alinham respostas a interrupções e oferecem uma única visão confiável e em tempo real da jornada, os passageiros viajam com mais confiança e os operadores tomam decisões melhores. 

“Hoje, a jornada se rompe nas transferências, e é aí que o valor se perde tanto para passageiros quanto para operadores”, afirmou Benoit Verbaere, diretor de Mercados Adjacentes, SITA. 

“Os passageiros acabam atuando como seus próprios coordenadores, juntando bilhetes, horários e regras apenas para chegar ao destino. Quando os operadores trabalham juntos para oferecer uma visão única e confiável da jornada em tempo real, o estresse diminui e a confiança, a fidelidade e o valor retornam ao sistema.” 

Transformando interrupções em opções de escolha 

Um dos temas centrais do relatório é mudar a forma como as interrupções são tratadas. Quando uma conexão está em risco, os passageiros não deveriam ficar tentando adivinhar o que fazer. Operadores coordenados podem oferecer alternativas claras em tempo real: continuar a viagem original, aceitar uma remarcação automática ou mudar de modal, com responsabilidades definidas previamente. Assim, a interrupção se transforma em uma escolha gerenciada, e não em incerteza. 

“Os passageiros lembram de como as interrupções são tratadas. Quando se sentem informados e apoiados, eles voltam. A colaboração intermodal não é sobre criar outra plataforma, mas sobre estabelecer confiança, governança e formas compartilhadas de trabalhar para que os operadores possam agir juntos quando realmente importa”, acrescentou Verbaere. 

O relatório apresenta um modelo prático que coloca o passageiro no centro das decisões. As soluções precisam oferecer informações claras e confiáveis para diferentes perfis de usuários e níveis de familiaridade digital, além de se conectar aos sistemas existentes por meio de design modular e interoperável. Esse progresso deve começar com projetos-piloto focados, que comprovem valor antes da expansão. 


TravelWise mostra o que é possível 

A iniciativa TravelWise, em Atenas, demonstra essa abordagem na prática. No passado, aeroporto, companhia aérea, autoridade portuária e operador ferroviário gerenciaram interrupções por telefone e processos manuais. Hoje, uma plataforma de colaboração de dados intermodais reúne informações de voos, trens, navios, clima e eventos locais em uma única visão operacional compartilhada. Por meio de dashboards e APIs, os parceiros respondem mais rapidamente e oferecem opções mais claras aos passageiros quando conexões estão em risco. 


Um caminho prático para avançar 

Em vez de grandes programas de transformação, o white paper propõe uma abordagem em etapas, focada em corredores de alto tráfego e redes de transporte para grandes eventos. O documento convida os atores da indústria a identificar um ponto crítico da jornada, reunir os parceiros certos e usar o compartilhamento de dados com governança para transformar a fragmentação em viagens coordenadas que gerem valor. Essa abordagem constrói confiança e gera melhorias mensuráveis no gerenciamento de interrupções, no desempenho operacional e na confiança dos passageiros.