Preço médio da passagem rodoviária caiu na comparação com julho, e, mesmo descontados os efeitos sazonais do mês, seguiu com variação contida, sinal de preços estáveis para quem viaja de ônibus
São Paulo - O preço médio da passagem de ônibus ficou menor em agosto de 2026. É o que mostra a nova edição do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe): na comparação com julho, a passagem rodoviária recuou 1,1% na série sem ajuste sazonal. O resultado reforça o ônibus como uma alternativa de viagem acessível e com preços estáveis para o brasileiro.
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| (Arquivo © BlogTurS) |
Quando a Fipe aplica o ajuste sazonal — que isola efeitos recorrentes de calendário, férias, feriados e outros movimentos típicos do período —, o resultado entre julho e agosto de 2026 mostra uma variação de apenas 0,7%. Seja na leitura sem ajuste (recuo de 1,1%) ou na leitura ajustada (alta moderada de 0,7%), os dois números contam a mesma história: o preço da passagem rodoviária permanece estável mês a mês, sem oscilações bruscas para quem compra a passagem.
O movimento de acomodação de preços em agosto apareceu em outros indicadores acompanhados pelo IRCB: o diesel, principal insumo das viações, recuou 0,8% no mês, segundo o IPCA/IBGE, e o próprio IPCA geral caiu 0,3% no período. O cenário de custos mais ameno ajuda a explicar por que o setor manteve os preços sob controle, sem repassar pressões adicionais ao passageiro neste mês.
O recorte por tipo de viagem mostra onde a acomodação de preços foi mais forte. O segmento interestadual teve o maior recuo, de 5,5% na série sem ajuste sazonal entre julho e agosto — variação que se torna uma leve alta de 0,3% quando aplicado o ajuste sazonal, indicando que a maior parte da queda nominal decorre do calendário do período. Já o intermunicipal, mais ligado a deslocamentos de rotina, teve variação positiva tanto sem ajuste (+0,2%) quanto com ajuste sazonal (+0,6%).
Onde a queda foi mais forte: Raio-X mensal do IRCB
Entre as classes de serviço, quem viaja de leito teve o maior alívio no bolso em agosto: a categoria registrou o maior recuo mensal do índice, de 5,3% na série sem ajuste sazonal, seguida por semileito (-3,1%) e executivo (-2,7%). A convencional foi a única classe a subir no mês, com alta de 0,6%. Com o ajuste sazonal aplicado, o quadro se equilibra: semileito (+0,8%), convencional (+0,5%) e executivo (+0,4%) passam a registrar alta moderada, enquanto cama (-0,1%) e leito (-0,4%) têm variações discretas.
Por distância percorrida, os trechos de longa distância (acima de 400 km) tiveram o maior recuo entre os recortes, de 3,9% sem ajuste sazonal — a maior economia para quem viaja para destinos mais distantes. Já as viagens de curta distância (até 100 km) foram as únicas a subir de forma consistente no mês, com alta de 1,7% sem ajuste e 1,1% com ajuste sazonal.
No recorte regional, o Centro-Oeste teve o maior recuo do país (-5,6%), seguido pelo Norte (-5,0%) e pelo Nordeste (-2,1%) — todos na série sem ajuste sazonal. O Sul foi a única região a registrar alta no mês (+0,1%). Com o ajuste sazonal, Sul (+1,2%), Sudeste (+0,8%) e Nordeste (+0,3%) passam a apresentar alta moderada. No ranking estadual do mês, o Distrito Federal teve o maior recuo do país, de 7,5%, seguido por Mato Grosso do Sul (-6,9%) e Goiás (-6,3%), enquanto Santa Catarina liderou as altas (+3,2%).
"A gente acompanha de perto a experiência de quem viaja de ônibus. Ver o preço da passagem recuar em agosto, mesmo com o mês de ajuste sazonal, mostra que seguimos entregando uma opção cada vez mais acessível para o brasileiro", afirma Fernando Prado, CEO, ClickBus.