Destaque da Semana

Turismo Internacional mantém-se estável com crescimento de 0,4% no 1Q26, enquanto o conflito no Oriente Médio e o aumento dos custos pesam sobre o impulso

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O turismo internacional cresceu modestamente na primeira metade de 2026, com chegadas globais subindo 0,4%, mesmo com a insegurança no Oriente Médio, o alto dos preços do petróleo e pressões inflacionárias mais amplas testando a resiliência do setor  Madrid, Espanha - De acordo com o mais recente Barômetro Mundial do Turismo da ONU, estima-se que 690 milhões de turistas viajaram internacionalmente entre janeiro e junho de 2026, cerca de 3 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado. Enquanto as chegadas globais aumentaram 2% no primeiro trimestre de 2026, depois caíram 1% no segundo trimestre, após uma queda de 3% em abril. Essa queda se deveu em grande parte ao efeito do calendário do período de feriado da Páscoa que começa em março e aos impactos do conflito no Oriente Médio.  (© UN Tourism)  Globalmente, as chegadas caíram 3% em junho. Isso foi impulsionado por uma queda de 6% na Europa Ocidental, em parte devido a uma onda de calor em alguns destinos. O Sud...

BWH Hotels investe em expansão e projeta 25 empreendimentos no Brasil, até 2030

Consolidação de presença tem foco em negócios B2B, especialmente no relacionamento com hoteleiros independentes que ainda não operam com marcas: a estratégia é reforçar a lembrança e a credibilidade da rede junto ao trade, destacando resultados sólidos 

BWH Hotels, uma das maiores redes hoteleiras do mundo, está fortalecendo sua presença no Brasil com um plano de expansão robusto e de longo prazo. Presente no Brasil desde os anos 1990, a rede iniciou em 2019 um reposicionamento após a aquisição da WorldHotels que marcou sua entrada definitiva no segmento de luxo e levou à adoção do nome BWH Hotel Group. A estratégia ganhou novo fôlego em 2022, com a chegada de Ricardo Manarini como Country Manager. 

(Bing Imagens) 

Em 2023, a marca se consolidou como BWH Hotels, reforçando a presença global com um portfólio que soma 18 bandeiras em todos os segmentos, do econômico ao luxo. A operação local foi estruturada com CNPJ próprio, contratos em português, pagamentos em moeda nacional e parcerias com fornecedores de tecnologia, além da ampliação das áreas de vendas, marketing e desenvolvimento - medidas que marcam o início de uma fase mais sólida e competitiva. 

Esse movimento acompanha o posicionamento global da rede, presente nos principais mercados do mundo e com foco crescente em países emergentes como México, Arábia Saudita, China e Austrália. “O Brasil se insere nesse perfil, com propriedades que se destacam em resultados, qualidade e prestígio, o que reforça sua relevância estratégica o grupo”, afirma Ricardo Manarini. 

Hoje, a rede conta com seis hotéis no Brasil, somando mais de 890 apartamentos. No Nordeste, estão o Majestic Ponta Negra Beach, em Natal (RN), classificado como upscale e integrante da WorldHotels Elite, e o Best Western Premier Maceió, em Alagoas, também no segmento upscale. A Bahia abriga duas unidades midscale: o Best Western Salvador Hangar Aeroporto, na capital do estado, e o Best Western Shalimar Praia Hotel, em Porto Seguro. No Sudeste, o Wanderlust Experience Hotel, BW Signature Collection, em Campos do Jordão (SP), integra o portfólio upper midscale da BW Signature Collection. Já no Centro-Oeste, o Best Western Suites Le Jardin Caldas Novas (GO) completa a lista no segmento midscale. Todas essas propriedades são líderes e referências nos seus respectivos mercados. 

O plano é ampliar esse portfólio para 25 empreendimentos em um período de até cinco anos, com foco em conversões. Apesar de estar preparada para atuar em todos os segmentos, a rede observa maior dinamismo no mercado upscale e de luxo. As regiões Sul e Sudeste são prioritárias para a expansão, enquanto Centro-Oeste e Nordeste seguem como pilares já consolidados com alto potencial de ampliação. 

Em termos de perfil, os hotéis midscale devem concentrar entre 80 e 140 unidades habitacionais, enquanto os de luxo variam de 50 a 80, com destaque para as marcas WorldHotels e softbrands. Segundo Manarini, a estrutura básica da operação brasileira já está consolidada. O próximo passo é intensificar o trabalho de posicionamento e divulgação das marcas, serviços e cases do Brasil e da América Latina, alinhados ao desempenho global. 


Foco na hotelaria independente 

A consolidação da BWH Hotels no Brasil também passa por um trabalho com foco em negócios B2B, especialmente no relacionamento com hoteleiros independentes que ainda não operam com marcas. A estratégia é reforçar a lembrança e a credibilidade da rede junto ao trade, destacando resultados sólidos: em 2024, os hotéis brasileiros faturaram mais de R$ 86 milhões, com expectativa de crescimento entre 6% e 10% em 2025. Cerca de 40% das reservas foram realizadas via sistemas da companhia, sendo 15% em canais diretos e 25% por OTAs integradas. O programa de fidelidade responde por 45% desse total, comprovando a relevância no modelo de geração de negócios. 

Globalmente, a BWH Hotels alcançou em 2024 um volume de US$ 8,5 bilhões em receita para hotéis e US$ 1 bilhão em vendas diretas. No Brasil, o principal desafio é conquistar maior lembrança de marca e consolidar-se como uma opção competitiva e confiável para empreendimentos hoteleiros, graças à força do portfólio global da rede. “Nos curto e médio prazos, nosso foco está em ampliar a presença e mostrar ao mercado que somos uma alternativa competitiva, segura e confiável, capaz de potencializar resultados em diferentes segmentos”, finaliza Manarini.