Destaque da Semana

Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

ITF manifesta solidariedade com os trabalhadores e trabalhadoras do transporte da Argentina em greve

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) expressou sua total solidariedade com os sindicatos e com os trabalhadores do transporte em toda Argentina, que nesta semana realizaram greves em defesa dos direitos trabalhistas, das liberdades sindicais e das proteções democráticas. 

(© ITF) 

A greve nacional convocada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) ocorre enquanto a reforma trabalhista do presidente Javier Milei avança no Congresso, após ser aprovada no Senado na semana passada por 42 votos a favor e 30 contra, depois de um debate maratonista, e segue para a Câmara Baixa para sua aprovação final. 

A legislação proposta inclui medidas para enfraquecer a negociação coletiva, restringir o direito de greve, reduzir as proteções contra demissões, desregular as condições de trabalho e aumentar a flexibilidade dos empregadores - mudanças que reverterão direitos fundamentais conquistados após décadas de luta. Ao minar a liberdade de associação e a negociação coletiva, esses ataques colocam a Argentina em claro conflito com suas obrigações perante as Convenções 87 e 98 da OIT. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte voltam a estar na linha de frente para defender os direitos democráticos e trabalhistas enquanto os sindicatos se mobilizam contra as reformas. 

O presidente, ITF, Paddy Crumlin, afirmou: “Essa agenda de reformas é um ataque direto aos trabalhadores e ao movimento sindical na Argentina. O governo do presidente Milei tenta desmantelar direitos trabalhistas arduamente conquistados sob a falsa promessa de liberdade econômica, enquanto transfere o peso da crise para os trabalhadores e suas famílias. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte estão certos em resistir. Quando os governos tentam silenciar os sindicatos, restringir o direito de greve e enfraquecer a negociação coletiva, o movimento sindical internacional deve responder com unidade e solidariedade. A ITF permanece firmemente ao lado de nossas organizações filiadas nessa luta.” 

O secretário‑geral, ITF, Stephen Cotton, acrescentou: “Em todo o mundo estamos vendo reformas econômicas serem utilizadas para transferir riscos aos trabalhadores. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte na Argentina têm o direito de defender empregos seguros, proteções sociais e direitos trabalhistas reconhecidos internacionalmente. Os governos devem promover um diálogo social genuíno ao invés de impor reformas que corroem as proteções trabalhistas. Hoje, trabalhadores e trabalhadoras do transporte de todas as regiões do mundo se solidarizam com todos os que estão em greve na Argentina defendendo seus direitos e seu futuro.” 

A ITF uniu-se ao movimento sindical global para pedir respeito aos padrões internacionais de trabalho e um diálogo significativo com os sindicatos, e permaneceu firme ao lado das trabalhadoras e trabalhadores argentinos do transporte e de seus sindicatos em sua luta por trabalho digno, justiça social e liberdades democráticas.