Destaque da Semana

Brasil recebeu 300 mil turistas internacionais somente no período do Carnaval com receitas de US$ 186 milhões, alguns +17% do que 2025

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Festa registrou crescimento de 17% na chegada de viajantes de outros países em relação a 2025 e gerou quase US$ 186 milhões em receita; principal destino, o Rio de Janeiro concentrou 36% dos desembarques  A Terra do samba, do batuque e dos sorrisos que atravessam fronteiras mostrou que o Carnaval é festa, identidade, cultura viva e espetáculo que transforma ruas em palcos e o país em vitrine para o mundo. Em 2026, esta potência se traduziu em números expressivos e consolidou o Brasil como um dos destinos mais desejados do planeta.  Durante o período de folia, o país recebeu 300 mil visitantes estrangeiros, um crescimento de 17% em relação a 2025. (Riotur © Fernando Maia) Durante o período de folia, o país recebeu 300 mil visitantes estrangeiros, um crescimento de 17% em relação a 2025. Para se ter uma ideia, o volume representa cerca de 30% de toda a movimentação internacional de um mês inteiro concentrada em apenas sete dias.  O impacto econômico também foi expressivo. A...

ITF manifesta solidariedade com os trabalhadores e trabalhadoras do transporte da Argentina em greve

A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) expressou sua total solidariedade com os sindicatos e com os trabalhadores do transporte em toda Argentina, que nesta semana realizaram greves em defesa dos direitos trabalhistas, das liberdades sindicais e das proteções democráticas. 

(© ITF) 

A greve nacional convocada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) ocorre enquanto a reforma trabalhista do presidente Javier Milei avança no Congresso, após ser aprovada no Senado na semana passada por 42 votos a favor e 30 contra, depois de um debate maratonista, e segue para a Câmara Baixa para sua aprovação final. 

A legislação proposta inclui medidas para enfraquecer a negociação coletiva, restringir o direito de greve, reduzir as proteções contra demissões, desregular as condições de trabalho e aumentar a flexibilidade dos empregadores - mudanças que reverterão direitos fundamentais conquistados após décadas de luta. Ao minar a liberdade de associação e a negociação coletiva, esses ataques colocam a Argentina em claro conflito com suas obrigações perante as Convenções 87 e 98 da OIT. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte voltam a estar na linha de frente para defender os direitos democráticos e trabalhistas enquanto os sindicatos se mobilizam contra as reformas. 

O presidente, ITF, Paddy Crumlin, afirmou: “Essa agenda de reformas é um ataque direto aos trabalhadores e ao movimento sindical na Argentina. O governo do presidente Milei tenta desmantelar direitos trabalhistas arduamente conquistados sob a falsa promessa de liberdade econômica, enquanto transfere o peso da crise para os trabalhadores e suas famílias. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte estão certos em resistir. Quando os governos tentam silenciar os sindicatos, restringir o direito de greve e enfraquecer a negociação coletiva, o movimento sindical internacional deve responder com unidade e solidariedade. A ITF permanece firmemente ao lado de nossas organizações filiadas nessa luta.” 

O secretário‑geral, ITF, Stephen Cotton, acrescentou: “Em todo o mundo estamos vendo reformas econômicas serem utilizadas para transferir riscos aos trabalhadores. Os trabalhadores e trabalhadoras do transporte na Argentina têm o direito de defender empregos seguros, proteções sociais e direitos trabalhistas reconhecidos internacionalmente. Os governos devem promover um diálogo social genuíno ao invés de impor reformas que corroem as proteções trabalhistas. Hoje, trabalhadores e trabalhadoras do transporte de todas as regiões do mundo se solidarizam com todos os que estão em greve na Argentina defendendo seus direitos e seu futuro.” 

A ITF uniu-se ao movimento sindical global para pedir respeito aos padrões internacionais de trabalho e um diálogo significativo com os sindicatos, e permaneceu firme ao lado das trabalhadoras e trabalhadores argentinos do transporte e de seus sindicatos em sua luta por trabalho digno, justiça social e liberdades democráticas.