Destaque da Semana

Brasil: Passagem aérea sobe 42,5% em um ano; a de ônibus, 8,7%

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Índice do Rodoviário ClickBus, calculado pela Fipe, mostra que a tarifa rodoviária também subiu menos que o diesel, um dos principais custos do setor, e chega aos feriados de novembro e às férias como a alternativa de preço mais estável para viagens entre cidades  São Paulo - Quem vai viajar nos feriados de Finados (2/11) e da Consciência Negra (20/11) ou nas férias de fim de ano encontra no ônibus um preço muito mais estável que o do avião. Em setembro de 2026, as passagens rodoviárias estavam com preços 8,7% mais altos do que um ano antes. No mesmo período, as passagens aéreas subiram 42,5%, quase cinco vezes mais. Os dados são do IRCB (Índice do Rodoviário ClickBus), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de cerca de 100 milhões de passagens vendidas desde dezembro de 2017, e do IPCA/IBGE.  (Arquivo © BlogTurS)  Diferença de quase cinco vezes para o avião  A distância entre ônibus e avião aparece em todos os recortes de tempo. N...

Governo brasileiro anuncia medidas para conter alta do combustível de aviação (QAv)

Ações, anunciadas pelos ministério de Portos e Aeroportos e da Fazenda, reduzem tributos e criam linhas de créditos para companhias aéreas 

O Governo Federal anunciou, na tarde desta segunda-feira (6), um conjunto de medidas emergenciais para mitigar os impactos do aumento no preço dos combustíveis. No setor aéreo, as ações foram estruturadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em articulação com o Ministério da Fazenda, com o objetivo de preservar a oferta de voos e reduzir a pressão sobre as passagens, diante da alta do querosene de aviação (QAv). 

(MPor © Eduardo Oliveira)

O pacote será implementado por meio de Medida Provisória (MP), após o reajuste de 54,63% no preço do QAv, comunicado pela Petrobras no início de abril. A alta reflete a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Golfo Pérsico. 

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que as medidas foram cuidadosamente desenhadas para garantir eficiência fiscal e impacto direto no setor. “Hoje anunciamos mais um conjunto importante de ações, todas cuidadosamente estudadas e dentro da previsão de impacto fiscal para o ano”, afirmou. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, explicou que as iniciativas buscam evitar o repasse dos custos ao consumidor. “Recentemente, alcançamos recorde no número de passageiros no transporte aéreo, e o Governo tem a preocupação de manter essa trajetória de crescimento e da conectividade regional”, destacou. 


Pacote de medidas para o setor aéreo 

Como medida imediata, a Petrobras implementou um mecanismo de transição para as distribuidoras, com repasse inicial de 18% do reajuste e parcelamento do restante em seis vezes, a partir de julho de 2026. A iniciativa cria uma janela para a implementação das demais ações. 

Também será disponibilizada uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), voltada à aquisição de combustível, com risco assumido pelas companhias aéreas, de até R$ 2,5 bilhões por companhia aérea. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Além disso, será criada uma linha de crédito para capital de giro no valor de R$ 1 bilhão. As condições financeiras e os critérios de elegibilidade serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União. 

O Governo Federal publicará ainda um decreto que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAv, o que deve gerar uma redução direta de cerca de R$ 0,07 por litro do combustível. 

Por fim, as companhias aéreas poderão postergar, para dezembro, o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes aos meses de abril a junho de 2026.