Destaque da Semana

Aena entre as empresas mais sustentáveis do mundo segundo o ranking “World's Most Sustainable Companies 2026” da revista TIME

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A companhia ocupa o 9º lugar entre as 750 empresas avaliadas  Esse ranking reconhece as corporações que priorizam a sustentabilidade em suas práticas empresariais  A Aena conquistou a nona posição na lista "World's Most Sustainable Companies 2026" (Empresas Mais Sustentáveis ​​do Mundo em 2026) divulgada no início do mês — elaborada pela revista TIME e pela empresa de pesquisa de mercado Statista — em reconhecimento à priorização de políticas de sustentabilidade ambiental em suas práticas de negócios.  Vista da fachada do Aeroporto Madrid-Barajas. (Arquivo © BlogTurS/Aena) Esse ranking reforça o reconhecimento da forma como a empresa integrou a sustentabilidade à sua estratégia corporativa e à sua gestão. A lista avalia 750 empresas consideradas pela revista como as "maiores e mais influentes do mundo", com base em critérios de transparência, prestação de contas e impacto ambiental.  Essa distinção sucede a recente inclusão da Aena — pelo quarto ano consecutivo ...

IATA AGM Rio 2026: Volumes de produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) ainda são decepcionantes

Rio de Janeiro, Brasil - A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou hoje na IATA AGM Rio 2026 estimativas mostrando que a produção global de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) deve atingir cerca de 2,4 milhões de toneladas em 2026, o que representa apenas 0,8% do consumo total de combustível da aviação, a um custo de 4,3 bilhões de dólares para as companhias aéreas. 

Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe, IATA, à direita na coletiva de imprensa durante o evento. (Arquivo © BlogTurS)

"Tudo indica que teremos mais um ano decepcionante para a produção de SAF. Cinco anos após o compromisso de atingir a neutralidade de carbono (net zero) até 2050, a produção de SAF responderá por apenas 0,8% do combustível utilizado pelas companhias aéreas este ano. O caminho para suprir 65% das nossas necessidades em 2050 torna-se mais difícil a cada ano devido a políticas governamentais com sequenciamento ineficaz e à falta de interesse das empresas de petróleo. O atual choque energético deveria trazer ainda mais urgência ao desenvolvimento de fontes renováveis, incluindo o SAF. No entanto, ainda não vimos este choque energético, a necessidade de desenvolver independência energética e empregos, ou a urgência de mitigar as mudanças climáticas se traduzirem nos incentivos necessários para criar um mercado de SAF viável", declarou Willie Walsh, Diretor-Geral, IATA. 

Para acelerar a escala de produção do SAF, a IATA defende uma ação coordenada em quatro prioridades: 

= Expandir a oferta de energia renovável para sustentar a produção de SAF e garantir a disponibilidade de matérias-primas e energia limpa suficientes.

= Garantir o acesso aberto à infraestrutura de combustível, incluindo dutos, instalações de armazenamento e sistemas de abastecimento dos aeroportos, para permitir uma concorrência justa e uma distribuição eficiente.

= Fortalecer o apoio político por meio do sequenciamento eficaz de incentivos à produção e de marcos de investimento que proporcionem certeza e reduzam riscos antes da imposição de qualquer mandato de uso.

= Viabilizar um mercado global de SAF com volumes suficientes e preços comercialmente viáveis, o que é crítico para a sustentabilidade financeira e econômica das companhias aéreas. 

Um sistema de book-and-claim é essencial para transformar o mercado de SAF de local para global, tornando-o acessível às companhias aéreas e produtores de SAF independentemente de seus domicílios. O mercado global de SAF também deve ser respaldado por padrões harmonizados que criem regras duradouras e concorrência justa.


O problema do e-SAF 

Junto ao SAF (proveniente de fontes de biocombustível), o e-SAF (combustível sintético ou eletro-SAF) também desempenhará um papel crescente na descarbonização do transporte aéreo. A conversão de eletricidade renovável por meio do processo power-to-liquid (PtL) pode produzir o e-SAF. O e-SAF não requer biomassa ou resíduos de óleos, mas exige grandes volumes de eletricidade renovável, hidrogênio verde, água e CO2. 

A União Europeia (UE) e o Reino Unido estabeleceram mandatos para uma produção de e-SAF de cerca de 0,6 milhão de toneladas até 2030. No entanto, a capacidade de produção global atualmente em operação e em construção gira em torno de apenas 0,02 milhão de toneladas, com uma única planta de produção em atividade. Seriam necessárias aproximadamente 20 refinarias em escala comercial para atingir o volume obrigatório. Além disso, nenhuma nova Decisão Final de Investimento (FID) para instalações de e-SAF foi tomada no último ano. 

"As metas de e-SAF para 2030 estipuladas pelo Reino Unido e pela UE estão além do irrealista – elas estão totalmente descoladas da realidade. É uma estratégia temerária de criação de mercado de energia impor mandatos antes que a produção seja viabilizada. Tal estratégia servirá apenas para inflacionar os preços. Somada à aplicação de penalidades, ela desvia recursos escassos que deveriam ser alocados na redução real das emissões de CO2. Essa estratégia é também intrigante, dado que a Europa possui os preços de energia renovável mais altos do mundo. Uma estratégia séria deveria, primeiramente, expandir a produção de energia renovável para reduzir seu preço e construir a capacidade de produção de e-SAF sobre bases econômicas sólidas. Somente a partir desse ponto os mandatos poderiam alcançar os resultados desejados", afirmou Marie Owens Thomsen, Vice-Presidente Sênior de Sustentabilidade e Economista-Chefe, IATA. 


Apoio dos passageiros à descarbonização 

A mais recente pesquisa com passageiros realizada pela IATA (abril de 2026) mostra um apoio forte e consistente à descarbonização do transporte aéreo. 89% dos passageiros acreditam que o setor deve continuar reduzindo as emissões mesmo se os governos recuarem em seus esforços, e uma parcela semelhante vê o ato de voar como algo essencial e que deve se tornar sustentável, em vez de ter seu uso restringido. Esse apoio é respaldado por uma disposição para agir: cerca de dois terços dos passageiros (66%) afirmam estar dispostos a pagar mais para compensar as emissões, e quase 88% esperam que os preços das passagens subam como resultado dos investimentos em sustentabilidade. 

Os passageiros também favorecem claramente soluções de descarbonização "reais", com 25% priorizando a aplicação de recursos no SAF e 23% em tecnologias de redução de emissões, ficando muito à frente da opção por impostos (10%). De maneira significativa, a sustentabilidade já influencia o comportamento de consumo: quase metade dos viajantes (48%) analisa as emissões de carbono ao escolher seus voos. Entre aqueles que realizam essa verificação, mais de 85% afirmam que isso afeta sua decisão, enquanto cerca de três quartos declaram preferir companhias aéreas com melhor desempenho ambiental. 

No balanço geral, os dados trazem uma mensagem clara: os passageiros esperam que o transporte aéreo avance na descarbonização, apoiam amplamente a transição e inserem cada vez mais a sustentabilidade em suas escolhas, ainda que o custo e a conveniência continuem sendo fatores importantes.