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Tecnologia reduziu as taxas de extravio de bagagem em 23% em 2025, mas a operação ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões por ano

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Custo por mala na América do Sul é de US$ 240, abaixo da média global, fazendo a região parte de uma tendência mais ampla de melhoria em todo o setor  Genebra, Suíça - Em 2025, o setor aéreo registrou seu melhor desempenho desde o início da pandemia no que diz respeito ao extravio de bagagens, mesmo com o aumento no número de passageiros. As taxas caíram 23%, um sinal de que os esforços pela transformação digital estão dando resultados, de acordo com o relatório “Baggage IT Insights” de 2026 da SITA, a 20ª edição anual desse importante estudo de referência à indústria.  (© SITA)  Porém, a questão mais importante não é apenas a melhoria. É a lacuna que ainda persiste. O extravio de bagagens ainda custa ao setor US$ 6,3 bilhões anualmente. Cada mala extraviada acarreta um custo médio de US$ 260. Com um lucro líquido médio de apenas US$ 8 por passageiro, uma mala extraviada anula o lucro de mais de 30 assentos vendidos, e cinco anulam o lucro de um voo inteiro.  O núme...

GBTA identifica os seis fatores que vão definir o futuro das viagens corporativas

Análise apresentada durante convenção da entidade em Chicago divide tendências entre impulsionadores, riscos e fatores de dupla influência para o mercado; especialista explica os impactos para as empresas 

Economia, investimentos, custos, conectividade, comércio internacional e geopolítica. Esses são os seis fatores que, segundo análise inédita apresentada pela Global Business Travel Association (GBTA) durante sua convenção anual, em Chicago, devem definir os rumos das viagens corporativas nos próximos anos. O estudo divide esses elementos entre impulsionadores do crescimento, fatores de dupla influência e riscos para o setor, oferecendo um novo panorama sobre os desafios e oportunidades do mercado. 

Luiz Moura, , conselheiro de Turismo, FecomercioSP e cofundador da agência de viagens corporativas VOLL. (Divulgação) 

Entre os fatores que impulsionam as viagens de negócios estão o crescimento da economia global e o aumento dos investimentos empresariais. Já custos das viagens, capacidade aérea, conectividade e incertezas comerciais aparecem como elementos de dupla influência, capazes tanto de estimular quanto de limitar o mercado. Os conflitos geopolíticos, por sua vez, são apontados como o principal fator de pressão sobre o setor. 

Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo, FecomercioSP e cofundador da agência de viagens corporativas VOLL, a classificação mostra uma mudança importante na forma de analisar as viagens corporativas. "O mais interessante dessa leitura é que ela mostra que nem todo desafio representa uma ameaça ao mercado. Custos mais altos, conectividade e até incertezas econômicas podem ser administrados e, em muitos casos, transformados em vantagem competitiva. O único fator que realmente foge ao controle das empresas é a geopolítica", analisa. 

Segundo Moura, os dois fatores classificados pela GBTA como impulsionadores reforçam que as viagens corporativas continuam diretamente ligadas ao crescimento da atividade econômica. "Quando as empresas investem, expandem operações, inauguram unidades ou desenvolvem novos mercados, as viagens acontecem naturalmente. A demanda continua sendo consequência do crescimento dos negócios", diz. 

Já os fatores classificados como de dupla influência exigem uma postura diferente das organizações. Para o especialista, custos elevados ou mudanças na oferta de voos não precisam resultar, necessariamente, em redução das viagens. "É justamente nesse grupo que tecnologia e inteligência artificial passam a fazer diferença. Quanto maior a pressão sobre tarifas e disponibilidade, maior a importância de ferramentas que monitoram preços continuamente, identificam oportunidades de economia e ajudam as empresas a tomar decisões baseadas em dados", destaca. 

Dados da VOLL reforçam esse movimento. Apenas no primeiro semestre de 2026, empresas que adotaram soluções de IA agêntica para geração de savings em viagens corporativas economizaram mais de R$ 60,5 milhões com monitoramento contínuo de tarifas e oportunidades de recompra. 

Na avaliação de Moura, o terceiro grupo definido pela GBTA merece atenção especial. Tensões geopolíticas podem afetar diretamente a conectividade aérea, elevar custos e provocar mudanças rápidas nas operações internacionais. "Esse é o único fator sobre o qual as empresas não têm controle. Por isso, quanto mais instável for o cenário internacional, mais importante será contar com uma gestão de viagens preparada para reagir rapidamente, oferecendo alternativas de rotas, suporte aos viajantes e inteligência para minimizar impactos", alerta. 

Para o executivo, o mapa apresentado pela GBTA indica que o crescimento das viagens corporativas continuará sendo sustentado pela economia e pelos investimentos, mas será cada vez mais condicionado à capacidade das empresas de responder aos fatores de dupla influência. "O futuro das viagens corporativas não depende apenas de viajar mais. Depende de transformar eficiência em vantagem competitiva. Quem conseguir usar tecnologia para reduzir custos e tomar melhores decisões estará mais preparado para crescer, independentemente das oscilações do mercado", conclui.