Destaque da Semana

ITB India 2026 chega ao fim em Mumbai, fortalecendo as conexões globais com o mercado de viagens indiano

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A ITB India 2026 chega ao fim após três dias de negócios, networking e troca de conhecimento, conectando mais de 100 marcas expositoras e 600 compradores do setor de viagens em Mumbai. A edição deste ano também apresentou novos formatos para diálogo estratégico e intercâmbio de informações do setor. A ITB India 2026 chegou ao fim no Jio World Convention Centre, em Mumbai, após três dias de reuniões de negócios, networking e troca de conhecimento. A quarta edição presencial conectou a indústria internacional de viagens com importantes players e oportunidades de negócios na Índia e no Sul da Ásia.  (© ITB India)  Mais de 100 marcas expositoras e 600 compradores do setor de viagens, abrangendo os segmentos de lazer, MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), viagens corporativas e tecnologia para o setor de viagens, participaram da edição deste ano. Ao longo dos três dias do evento, a ITB Índia facilitou mais de 4.800 reuniões individuais, permitindo que participan...

Aviação latino-americana cresce acima da média global e eleva desafio tecnológico sobre infraestruturas

Expansão do setor aumenta a pressão sobre infraestruturas que precisam sustentar operações contínuas, integrar sistemas e usar dados para antecipar problemas 

No primeiro trimestre de 2026, o tráfego de passageiros da América Latina e do Caribe, medido em passageiros-quilômetro transportados (RPK), cresceu 8,6% na comparação anual, acima da média global. Em 2025, os 20 aeroportos mais movimentados da região já haviam movimentado 440,4 milhões de passageiros, o equivalente a 55,4% do tráfego total da América Latina e do Caribe. 
 
(Divulgação) 

Com mais passageiros, rotas e operações, cresce também a pressão sobre a infraestrutura tecnológica que sustenta o setor. A indústria global de transporte aéreo destinou um recorde de US$ 50,8 bilhões à tecnologia em 2025, sendo US$ 36 bilhões investidos por companhias aéreas e US$ 14,8 bilhões por aeroportos. O desafio, porém, não está apenas na adoção de novas ferramentas, mas na capacidade de integrar sistemas, dados e equipes em operações que funcionam ininterruptamente. 

“Em uma indústria que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, escalar não significa apenas processar mais passageiros; significa fazer isso mantendo continuidade, segurança e qualidade do serviço”, afirma Rodrigo Cabot, Gerente de Desenvolvimento de Negócios, Alianças e Estratégia Tecnológica, Ecosistemas Global. A empresa presta serviços tecnológicos para operações aeroportuárias e companhias aéreas na América Latina. Nesse ambiente, uma falha de tecnologia pode rapidamente deixar de ser um problema restrito à área de TI e afetar processos operacionais e a experiência do passageiro. 

De acordo com a SITA, a tomada de decisões baseada em dados já é prioridade estratégica para 83% das companhias aéreas e 89% dos aeroportos. Para Cabot, essa evolução exige que a tecnologia deixe de funcionar de forma isolada. “Em operações críticas, o verdadeiro valor aparece quando plataformas, dados e equipes conseguem se integrar e gerar informações úteis para a tomada de decisões. Inovar sem integração pode acabar acrescentando complexidade em vez de eliminá-la”, explica. 

Para a Ecosistemas Global, três dimensões são centrais nesse processo: continuidade operacional, integração e capacidade de antecipação. A primeira está relacionada à sustentação de operações de alta disponibilidade; a segunda, à conexão entre sistemas, informações e equipes; e a terceira, ao uso de dados, automação e inteligência artificial (IA) para identificar padrões e antecipar problemas. 


De resolver incidentes a antecipá-los

A inteligência artificial já está presente nas operações aéreas. Atualmente, 63% das companhias aéreas utilizam IA em seus centros de controle de operações, enquanto aeroportos incorporam a tecnologia a processos relacionados ao fluxo de passageiros, à segurança e ao turnaround das aeronaves. O avanço, porém, depende da qualidade e da disponibilidade dos dados utilizados pelos sistemas. 

“O próximo salto não passa apenas por resolver um incidente mais rapidamente. Passa por utilizar as informações da própria operação para entender por que ele ocorre, detectar recorrências e se antecipar. Quando combinamos conhecimento operacional, dados, automação e inteligência artificial, podemos começar a transformar informações técnicas em decisões de negócio”, afirma Cabot. 

A maior interconexão entre companhias aéreas, aeroportos, plataformas e fornecedores também amplia a importância da cibersegurança. Em 2026, 71% dos aeroportos apontam o tema como sua principal área de foco tecnológico, segundo levantamento global da SITA.


A tecnologia que o passageiro não vê

Para o passageiro, grande parte dessa infraestrutura permanece invisível. Seus efeitos aparecem na disponibilidade dos sistemas, na continuidade dos processos e na capacidade das equipes de responder a incidentes. “Muitas vezes, a melhor tecnologia é justamente aquela que o passageiro não percebe. Quando tudo funciona, ela se torna invisível. Mas, por trás dessa experiência, existem pessoas, processos, plataformas e dados trabalhando de maneira coordenada. O desafio para a América Latina é fazer com que essa capacidade tecnológica cresça no mesmo ritmo que sua indústria aérea”, conclui Cabot.