Destaque da Semana

EASA: O fornecimento sustentável de combustível para aviação da UE ultrapassa a meta ReFuelEU Aviation de 2025

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Colônia, Alemanha - A Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) publicou durante esta semana que passou o Relatório Técnico Anual de Aviação ReFuelEU 2026, mostrando que o fornecimento de Combustíveis de Aviação Sustentáveis (SAF) na União Europeia (UE) superou a primeira meta obrigatória da Aviação ReFuelEU em 2025.  (Arquivo © BlogTurS)  Os fornecedores de combustível de aviação relataram fornecer 39,3 milhões de toneladas de combustível de aviação nos aeroportos da União em 2025, das quais 1,1 milhão de toneladas – ou 2,8% – foram SAF. Isso superou o mínimo obrigatório de participação do SAF de 2% que passou a ser aplicado em 2025.  A oferta de SAF cresce, proporcionando economias de emissões  Os dados de 2025 mostram um grande aumento na disponibilidade de SAF em toda a Europa. A oferta subiu de 193.000 toneladas em 2024 para 1,1 milhão de toneladas em 2025 – quase seis vezes o volume do ano anterior, antes da entrada em vigor do mandato. O SAF foi forneci...

Viagens Corporativas movimentam US$ 3,4 bilhões na economia de São Paulo

Estudo da GBTA mostra que gastos de viajantes a trabalho sustentaram 33 mil empregos e US$ 400 milhões em arrecadação na capital paulista; Luiz Moura, da VOLL e do Conselho de Turismo da FecomercioSP, analisa os impactos para empresas e destinos 

As viagens corporativas movimentaram cerca de US$ 3,4 bilhões em atividade econômica em São Paulo em 2024, segundo um novo estudo da GBTA (Global Business Travel Association), em parceria com a consultoria Rockport Analytics. O levantamento mostra que os US$ 2,4 bilhões gastos diretamente por viajantes a trabalho na cidade sustentaram aproximadamente US$ 700 milhões em PIB, 33 mil empregos e US$ 400 milhões em arrecadação. A cada US$ 1 bilhão gasto por esse público na capital paulista, cerca de 13,8 mil empregos foram sustentados. 

(Arquivo © BlogTurS) 

São Paulo é uma das duas únicas cidades latino-americanas incluídas no levantamento, ao lado da Cidade do México. Divulgado em setembro de 2026 e elaborado com base em dados de 2024, o estudo analisou 25 grandes destinos internacionais para medir não apenas quanto os viajantes corporativos gastam, mas também como esses recursos se espalham pela economia local. 

Para Luiz Moura, membro do Conselho de Turismo da FecomercioSP e cofundador e diretor de Negócios da agência digital de viagens corporativas VOLL, os dados ajudam a dimensionar um impacto que nem sempre aparece quando as empresas analisam os custos de uma viagem. 

“Os números mostram que a viagem corporativa não termina na passagem aérea ou na diária de hotel. Quando um profissional viaja para uma reunião, um evento ou uma negociação, esse deslocamento movimenta uma cadeia que inclui transporte, alimentação, hospedagem, comércio e serviços, além de gerar empregos e arrecadação para o destino”, afirma Moura. 


25 cidades movimentaram US$ 283 bilhões 

No conjunto dos 25 destinos analisados, os gastos com viagens corporativas chegaram a cerca de US$ 178 bilhões em 2024, o equivalente a 12% do total mundial. Segundo o levantamento, cada US$ 1 gasto diretamente por um viajante a trabalho sustentou, em média, cerca de US$ 1,59 em atividade econômica. 

Somados os efeitos diretos, indiretos e induzidos, esses gastos representaram cerca de US$ 283 bilhões em vendas, US$ 93 bilhões em PIB, quase 1,4 milhão de empregos e US$ 54,5 bilhões em arrecadação de impostos. 

O impacto varia de acordo com a estrutura econômica de cada cidade. Copenhague, por exemplo, aparece com cerca de US$ 0,60 em arrecadação tributária para cada US$ 1 gasto por viajantes a trabalho, enquanto Nova York registra US$ 1,76 em vendas geradas por dólar desembolsado. 

Para Moura, essa diferença reforça a necessidade de olhar para a viagem corporativa também a partir da capacidade de cada destino de transformar esse fluxo em atividade econômica. "Quando uma cidade entende que cada viajante que ela recebe deixa emprego e imposto para o vizinho da esquina, ela para de ver o aeroporto e o hotel como conveniência e passa a vê-los como política de desenvolvimento. Essa é uma conversa que o Brasil precisa ter, e São Paulo tem tudo para liderar", destaca.