Destaque da Semana

Airbus prevê que o mercado de serviços de aviação na região Ásia-Pacífico atingirá US$ 138,7 bilhões até 2044

Imagem
Singapura - Em sua mais recente Previsão Global de Serviços (GSF, na sigla em inglês) para a região Ásia-Pacífico (incluindo China e Índia), a Airbus prevê que a demanda total por serviços na região crescerá a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 5,2% até 2044, atingindo um valor de mercado estimado em US$ 138,7 bilhões.  (Arquivo © BlogTurS)  Esse crescimento sustentado será impulsionado pela expansão do tráfego aéreo e pelo aumento da frota. Nos próximos 20 anos, a região Ásia-Pacífico precisará de 19.560 novas aeronaves de passageiros, representando 46% da demanda global total durante o período previsto. A região também deverá continuar sendo o mercado de viagens aéreas de crescimento mais rápido do mundo, com o tráfego de passageiros aumentando a uma taxa de 4,4% ao ano, bem acima da média global de 3,6%.  O GSF da Airbus identifica cinco segmentos de serviços principais que impulsionarão esse crescimento na região da Ásia-Pacífico: = Manutenção fora das ...

Setor aéreo deve manter crescimento em 2025 mesmo diante de restrições de capacidade, aponta BCG

Consultoria destaca investimentos de até US$ 10 bilhões em inteligência artificial até 2030, desafios na cadeia de suprimentos e casos bem-sucedidos 

São Paulo - Após um ano de recuperação sólida em 2024, com crescimento de 6,5% no tráfego aéreo global, o setor deve seguir em expansão em 2025. Essa é a principal conclusão do estudo Air Travel Demand Outlook 2025, divulgado pelo Boston Consulting Group (BCG), que prevê crescimento sustentado, mesmo com os desafios impostos por gargalos na cadeia de suprimentos e pressões inflacionárias sobre salários e combustíveis.

(Arquivo) 

A projeção base do BCG aponta para uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 5,6%, impulsionada por fatores como a retomada da demanda internacional, especialmente da China e da Índia, e a continuidade dos investimentos em tecnologias avançadas de varejo e inteligência artificial (IA). 

“Estamos diante de um setor que soube se reinventar rapidamente, e que agora enfrenta o desafio de crescer com eficiência em um ambiente operacional que ainda é limitado. Há sinais claros de amadurecimento tecnológico e novas oportunidades de receita”, analisa Leandro Paez, diretor executivo e sócio, BCG. 

Entre os principais fatores que impactam o cenário de 2025 estão os atrasos persistentes na entrega de aeronaves e peças essenciais, como os airfoils (componentes aerodinâmicos dos motores dos aviões), além de negociações trabalhistas que devem levar a aumentos salariais permanentes para tripulações e equipes técnicas. Ao mesmo tempo, zonas de conflito continuam afetando rotas e a utilização do espaço aéreo, especialmente na Europa Oriental e no Oriente Médio. 

Apesar das incertezas, o relatório também apresenta um cenário otimista, com crescimento de até 10,2% - caso haja aceleração econômica, redução no preço dos combustíveis, melhorias na cadeia de suprimentos e atenuação das tensões geopolíticas. 


Três Cenários para o Futuro 
 
O estudo traça ainda três possíveis cenários para a demanda aérea global em 2025:

Cenário base: crescimento de 5,6% ao ano, com retorno gradual da capacidade e retomada total da demanda chinesa até o fim do ano. 

Cenário otimista: crescimento de até 10,2%, com cenário macroeconômico favorável e cadeias de suprimento mais fluidas. 

Cenário de risco: retração de 1,6% na demanda, em função de custos elevados, conflitos geopolíticos e atrasos adicionais na produção e manutenção de aeronaves. 

Independentemente do cenário, o setor deverá continuar enfrentando limitações de capacidade, o que pressiona os preços das passagens e exige maior agilidade estratégica das companhias aéreas.  

“Será fundamental seguir investindo em tecnologia, reforçar parcerias estratégicas e manter o foco na eficiência. A aviação global caminha para um novo ciclo de crescimento - e quem sair na frente em inovação terá vantagens claras”, conclui Paez.