Destaque da Semana

Turismo Internacional mantém-se estável com crescimento de 0,4% no 1Q26, enquanto o conflito no Oriente Médio e o aumento dos custos pesam sobre o impulso

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O turismo internacional cresceu modestamente na primeira metade de 2026, com chegadas globais subindo 0,4%, mesmo com a insegurança no Oriente Médio, o alto dos preços do petróleo e pressões inflacionárias mais amplas testando a resiliência do setor  Madrid, Espanha - De acordo com o mais recente Barômetro Mundial do Turismo da ONU, estima-se que 690 milhões de turistas viajaram internacionalmente entre janeiro e junho de 2026, cerca de 3 milhões a mais do que no mesmo período do ano passado. Enquanto as chegadas globais aumentaram 2% no primeiro trimestre de 2026, depois caíram 1% no segundo trimestre, após uma queda de 3% em abril. Essa queda se deveu em grande parte ao efeito do calendário do período de feriado da Páscoa que começa em março e aos impactos do conflito no Oriente Médio.  (© UN Tourism)  Globalmente, as chegadas caíram 3% em junho. Isso foi impulsionado por uma queda de 6% na Europa Ocidental, em parte devido a uma onda de calor em alguns destinos. O Sud...

Fluxo de passageiros para a América do Sul cresce 19,6% em um ano e apresenta o melhor resultado da história da aviação internacional brasileira

De janeiro a novembro de 2025, Brasil movimentou, entre partidas e chegadas, 10,5 milhões de viajantes entre países da América do Sul; preferência pelo Mercosul cresceu o dobro da média europeia e quase o triplo da América do Norte 

O ano de 2025 já é, oficialmente, o maior da história para a aviação internacional brasileira. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam que a movimentação de passageiros entre o Brasil e o exterior, de janeiro a novembro, somou 25,8 milhões de viajantes. O volume é um recorde histórico para o período nos últimos 25 anos e já supera em 3% toda a movimentação registrada ao longo dos 12 meses de 2024. 

Movimentação de passageiros para América do Sul superou Europa e América do Norte. (© MPor)

O grande motor desse resultado foi a aproximação com países vizinhos. A América do Sul consolidou-se como o destino número 1 dos brasileiros e a região que mais cresce na movimentação de turistas ao longo do último ano. 

No acumulado de janeiro a novembro, a movimentação com os países sul-americanos, considerando voos de origem e destino, atingiu 10,5 milhões de passageiros. O número não apenas representa um crescimento expressivo de 19,6% frente ao mesmo período do ano anterior, como já é 8,7% superior a toda a movimentação de passageiros em 2024 para a região. 

Para o ministro, Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o fato de 2025 (janeiro a novembro) já ter superado o ano completo de 2024 comprova o aquecimento da economia e da aviação nacionais. "Chegar a novembro já tendo superado os números de todo o ano de 2024 é um feito extraordinário. Isso mostra que os brasileiros estão viajando mais e que o nosso país se reconectou ao mundo. O destaque para a América do Sul, com um crescimento de quase 20%, é outro destaque a comemorar", afirmou. 


Liderança Sul-Americana 

Ao escolherem para onde viajar, os brasileiros têm optado massivamente por destino da América do Sul. De janeiro a novembro, 5,2 milhões de passageiros embarcaram do Brasil com destino aos países vizinhos. 

O volume supera com folga os outros continentes e mostra uma mudança de perfil no turismo internacional. Enquanto o fluxo de passageiros para a Europa (4 milhões) cresceu 9,6% e para a América do Norte (2,4 milhões) avançou 7%, a procura pela América do Sul saltou 19,3%. 

Esse índice - praticamente o dobro do crescimento europeu e quase o triplo da América do Norte - confirma que a integração regional deixou de ser uma promessa para se tornar a realidade mais dinâmica do setor aéreo nacional. 

Dois países concentram a maior parte desse intercâmbio. A Argentina lidera o ranking, tendo movimentado 4,3 milhões de passageiros até novembro. Logo atrás, o Chile aparece com 3,1 milhões, consolidando-se como um parceiro estratégico de turismo e negócios. Juntos, os dois países respondem por mais de 70% da movimentação no continente. A lista de destinos em alta segue com Colômbia (873 mil), Peru (820 mil) e Uruguai (663 mil). 

O secretário nacional de Aviação Civil do Brasil, Daniel Longo, destaca que estes números refletem a recuperação da malha aérea internacional e a maior integração do país enquanto destino para negócios e turismo. “Ao ampliarmos a conectividade com a América do Sul, temos uma rede maior, que atende a mais localidades com menor tempo e liga o Brasil ao resto do mundo com maior eficiência. Isso beneficia todo o sistema de aviação e incrementa as oportunidades de negócios e turismo. O crescimento de quase 20% na região não acontece por acaso; é resultado de um ambiente regulatório estável e do esforço para atrair novas rotas, permitindo que o passageiro tenha mais opções de horários e destinos do que jamais teve", disse. 

Os números de 2025 consolidam uma curva de crescimento exponencial. Para se ter ideia da força dessa retomada, em 2021 (com os impactos da pandemia), o fluxo de passageiros entre o Brasil e os vizinhos sul-americanos foi de apenas 605.714 viajantes. De lá para cá, a recuperação mostrou um salto para 4 milhões em 2022; para 6,9 milhões em 2023; 8,7 milhões de passageiros em 2024 e agora rompe a barreira histórica dos 10,5 milhões. 

Na prática, a movimentação de passageiros em 2025 já é 17 vezes maior do que a registrada naquele período crítico, desenhando um cenário de superação clara para o setor.