Destaque da Semana

Radisson Hotel Group acelera sua ambição de alcançar 100 hotéis com emissão zero de carbono até 2030 com quatro novos hotéis em Estocolmo e Copenhague

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Bruxelas, Bélgica -  O Radisson Hotel Group anunciou ontem que quatro hotéis Radisson Blu na Suécia e na Dinamarca receberam a certificação Net Zero. Os três hotéis inaugurados em Estocolmo são: Radisson Blu Waterfront Hotel, Stockholm, incluindo o Stockholm Waterfront Congress Centre; Radisson Blu Royal Viking Hotel, Stockholm; e Radisson Blu Arlandia Hotel, Stockholm-Arlanda. Na Dinamarca, o Radisson Blu Scandinavia Hotel, Copenhagen também foi inaugurado com a certificação Net Zero.  (© Radisson)  Reuniões e Eventos  O recém-renovado Radisson Blu Waterfront Hotel, Stockholm está situado ao lado do Centro de Congressos Stockholm Waterfront e da Estação Central. O hotel oferece 414 quartos e suítes, com fácil acesso às principais atrações da cidade, incluindo a vizinha Prefeitura, em um ambiente tranquilo à beira-mar.  (© Radisson)  O Stockholm Waterfront Congress Centre, localizado ao lado da Estação Central de Estocolmo, é um dos maiores e mais versáteis...

IATA debate descarbonização da aviação civil em evento da ANAC e reforça políticas públicas adequadas para viabilizar o SAF

Brasília, Brasil - A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) participou durante esta semana do evento "Desafios da Aviação Civil – Próximos 5 Anos", promovido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em Brasília. A diretora-geral, Brasil, IATA, Simone Tcherniakovsky, integrou a mesa-redonda sobre descarbonização, trazendo a perspectiva global da associação para o debate sobre o novo planejamento estratégico da agência para o período 2027–2030. 

(Arquivo © BlogTurS)

No centro do debate esteve o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), principal vetor para que a aviação alcance emissões líquidas zero de carbono até 2050, meta assumida globalmente pela indústria e pelos Estados no âmbito da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). A IATA estima que 65% da redução total de emissões necessária deverá vir do SAF. O ponto de partida, porém, ainda é crítico: hoje o SAF representa apenas 0,8% do consumo global de combustível na aviação. 


Brasil tem potencial, mas precisa de políticas bem calibradas 

A executiva destacou que o Brasil reúne condições únicas para se posicionar como líder global na produção de SAF, com biomassa abundante, base de refino consolidada e um arcabouço regulatório favorável, incluindo a Lei nº 14.993/2024. No entanto, a realidade atual ainda é de baixa produção e pouca previsibilidade sobre disponibilidade e custo futuro do combustível. 

A IATA alertou para o risco de desalinhamento entre o ritmo das políticas públicas e o estágio de desenvolvimento do mercado. Com metas obrigatórias de redução de emissões de gases do efeito estufa por meio da utilização do SAF a partir de 2027, a introdução prematura de mandatos, antes que haja oferta suficiente, pode resultar em aumento expressivo de custos operacionais, redução de conectividade e desincentivo ao investimento. 
 

Quatro prioridades para a regulação da aviação brasileira 

Durante o debate, a IATA estruturou sua contribuição em torno de quatro eixos prioritários para o planejamento estratégico da ANAC:

• Alinhamento com o CORSIA e o net zero global: a regulação brasileira deve ser coerente com os mecanismos internacionais de compensação de carbono adotados no âmbito da ICAO, evitando duplicidade de obrigações e garantindo competitividade às companhias aéreas brasileiras. 

• Habilitação de um mercado funcional de SAF: são necessários incentivos econômicos para reduzir o gap de preço em relação ao querosene convencional e instrumentos flexíveis, como o book & claim — mecanismo que permite desacoplar a entrega física do SAF da aquisição de seus atributos ambientais, viabilizando crescimento da demanda antes que toda a infraestrutura esteja constituída. 

• Eficiências de infraestrutura e operações: melhorias na gestão do espaço aéreo, modernização de frota e eficiência nos aeroportos têm potencial imediato de redução de emissões e devem integrar a agenda regulatória. 

• Previsibilidade regulatória: investimentos em descarbonização exigem horizontes de longo prazo. A ANAC tem papel central em garantir uma regulação tecnologicamente neutra, flexível e coordenada com os demais órgãos envolvidos — energia, fazenda, agricultura e meio ambiente. 

O evento da ANAC, realizado em três encontros ao longo de maio de 2026, reuniu representantes do setor público e privado para subsidiar a construção do novo planejamento estratégico da agência. Os resultados devem orientar as prioridades regulatórias da aviação civil brasileira até 2030.