Destaque da Semana

Devido aos conflitos geopolíticos que afetam o transporte aéreo na região Oriente Médio e Ásia-Pacífico, aeroportos estão sob pressão, contudo o tráfego aéreo permanece resiliente

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Nove grandes aeroportos do Oriente Médio operaram com apenas 53% da capacidade programada durante os meses de março e abril  Déficit de receita contínuo de US$ 900 milhões a US$ 1 bilhão ao longo de dois meses  Mais de 27 milhões de passageiros e 620 mil toneladas de carga foram afetados entre março e abril de 2026  Bangkok, Tailândia - O Conselho Internacional de Aeroportos da Ásia-Pacífico e Oriente Médio (ACI APAC & MID), associação que representa mais de 600 aeroportos em 45 países e territórios, divulgou durante esta semana uma avaliação abrangente do impacto operacional e econômico do conflito militar em curso no Golfo sobre a infraestrutura de aviação regional no Oriente Médio.  Aeroporto de Hamad, Doha, Catar. (Arquivo © BlogTurs) A avaliação, realizada em parceria com a Flare Aviation Consulting, abrange o período de dois meses, desde o início do conflito até 30 de abril de 2026. Ela confirma que o conflito militar colocou a rede global de transporte aé...

Com Ferramenta De Otimização De Itinerários, MSC Cruzeiros Reduzirá Emissões Da Frota Em Até 15%

A MSC Cruzeiros terá as emissões de sua frota reduzidas em até 15% em 2026, graças à introdução de uma nova ferramenta de otimização de planejamento de itinerários, chamada OptiCruise. 

MSC Bellissima. (Divulgação) 

A armadora desenvolveu um novo modelo matemático com a OPTIMeasy, uma empresa de pesquisa afiliada à Universidade de Gênova, que examinou de forma abrangente diversos fatores que influenciam o planejamento de cada um dos itinerários da MSC Cruzeiros, a fim de atingir o nível ideal de eficiência em uma viagem, mantendo ou aumentando a satisfação do hóspede. Tradicionalmente, o planejamento de itinerários na indústria global de cruzeiros tem sido fortemente orientado para a atratividade dos destinos dos navios para os potenciais viajantes. 

A OptiCruise amplia substancialmente o escopo para incluir vários outros aspectos que influenciam a eficiência de um itinerário, incluindo a sequência de escalas nos portos, horários de partida e chegada, velocidade do navio, apelo e atratividade dos destinos para o turista, excursões em terra e custos operacionais, como combustível, taxas portuárias e provisões de alimentos. 

Os algoritmos da ferramenta usam todas essas informações para identificar roteiros otimizados que continuam atrativos aos hóspedes, ao mesmo tempo em que permitem eficiência energética. 


O planejamento dos itinerários dos navios de cruzeiro geralmente ocorre dois anos antes da navegação e os benefícios da OptiCruise serão evidenciados em 2026, quando a frota da MSC Cruzeiros passar para 24 navios. 

O MSC Bellissima foi escolhido para avaliar a tecnologia do protótipo durante um período de 12 meses, enquanto navegou entre 17 portos no Mar Mediterrâneo. 

A estratégia da MSC Cruzeiros para atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050 para suas operações marítimas é focada em três áreas principais: tecnologia de navios e motores, eficiência operacional e combustíveis renováveis. A OptiCruise se enquadra no foco de eficiência operacional, com a armadora fazendo um uso mais intenso da digitalização para promover a eficiência no consumo de energia. 

Michele Francioni, Chief Energy Transition Officer, MSC Cruzeiros, disse: "Nós identificamos e desenvolvemos essa nova tecnologia para otimizar o processo de tomada de decisão no planejamento de itinerários, com o objetivo de reduzir ainda mais as emissões em toda a nossa frota a partir de 2026. A equipe da OPTIMeasy calcula que a economia média de combustível e a redução de emissões obtidas com o uso da OptiCruise estão na faixa de 10% a 15%, o que é um passo significativo em nossa ambição de atingir a meta de zero emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 para nossas operações marítimas.” 


A OptiCruise foi desenvolvida como parte do Projeto CHEK, financiado pela União Europeia, que foi estabelecido para pesquisar e testar várias oportunidades de transporte marítimo de baixo carbono, incluindo tecnologias energéticas e designs inovadores de navios. 

O modelo matemático foi aceito para desenvolvimento pelo Projeto CHEK por ser reconhecido como um fator que poderia reduzir substancialmente as emissões, não apenas para a MSC Cruzeiros, mas para toda a indústria de cruzeiros. 

O Projeto CHEK faz parte do programa de pesquisa e inovação Horizon da UE e é liderado pela Universidade de Vaasa, na Finlândia. O consórcio inclui, além da MSC Cruzeiros, a Universidade Marítima Mundial, a Wärtsilä, a Cargill e o Lloyd's Register, entre outros.