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SAHIC 2026 anuncia programação da 20ª edição, no Rio de Janeiro, com destaque para "Branded Residences"

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Para o CEO, SAHIC, Arturo García Rosa, “América Latina e Caribe estão deixando de ser apenas mercados emergentes para se consolidarem como plataformas estratégicas de investimento em hospitalidade”  O SAHIC Hotel & Tourism Investment Forum - Latin America & The Caribbean acaba de anunciar programação oficial da sua 20ª edição, que acontecerá de 22 a 24 de março de 2026 no Rio de Janeiro (Brasil). Como principal novidade da edição comemorativa, o encontro dedicará pela primeira vez período completo ao debate sobre Branded Residences, refletindo rápida consolidação desse modelo híbrido - que integra hospitalidade, turismo e desenvolvimento imobiliário - como uma das mais relevantes teses de investimento no setor na América Latina e Caribe. Vista do estande da Marriott International no SAHIC 2025 no Fairmont Copacabana no Rio de Janeiro, Brasil. (© BlogTurS)  O destaque acompanha uma tendência global consistente. Relatórios internacionais do mercado imobiliário e de hospi...

Limitações de políticas colocam a produção de SAF em risco em 2025 onde a produção deve atingir apenas a 0,7% do consumo total

Nova Déli, Índia - A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) anunciou no início deste mês que espera que a produção de combustível de aviação sustentável (SAF) atinja 2 milhões de toneladas (Mt) (2,5 bilhões de litros), ou 0,7% do consumo total de combustível das empresas aéreas em 2025. 

(Google Imagens) 

“Apesar de ser animador saber que a produção de SAF deve duplicar e atingir 2 milhões de toneladas em 2025, isso representa apenas 0,7% do combustível utilizado pela aviação. E mesmo esse valor relativamente pequeno adicionará US$ 4,4 bilhões globalmente à conta de combustível. O ritmo do progresso no aumento da produção e no ganho de eficiência para reduzir custos tem que acelerar”, declara Willie Walsh, diretor geral, IATA. 


O problema dos mandatos de SAF 

A maior parte do SAF está agora indo para a Europa, onde os mandatos de SAF da União Europeia e do Reino Unido entraram em vigor em 1 de janeiro de 2025. Inaceitavelmente, o custo do SAF para as empresas aéreas dobrou na Europa devido às taxas de conformidade cobradas pelos produtores ou fornecedores de SAF. Para a quantidade esperada de um milhão de toneladas de SAF que será adquirida para cumprir os mandatos da UE em 2025, o custo esperado a preços de mercado atuais é de US$ 1,2 bilhões. Estima-se que as taxas de conformidade adicionem 1,7 bilhões de dólares aos preços de mercado - um montante que poderia ter eliminado 3,5 milhões de toneladas de emissões de carbono. Em vez de promover o uso de SAF, esses mandatos de SAF da Europa deixaram o SAF cinco vezes mais caro que o combustível de aviação convencional. 

“Isso destaca o problema da implementação de mandatos antes de existir condições de mercado suficientes e antes que sejam adotadas proteções contra práticas de mercado insensatas que elevam o custo da descarbonização. Aumentar o custo da transição energética, já estimado em impressionantes US$ 4,7 trilhões, não deve ser o objetivo nem o resultado das políticas de descarbonização. A Europa precisa perceber que sua abordagem não está funcionando e encontrar outra saída”, explica Walsh. 


O papel da IATA no apoio ao desenvolvimento de um mercado global de SAF 

Para apoiar o desenvolvimento de um mercado global de SAF, a IATA desenvolveu duas iniciativas: 

= O SAF registry, gerenciado pela Organização de Descarbonização da Aviação Civil (CADO), oferece um sistema transparente e padronizado para rastrear as compras e uso de SAF e as reduções de emissões associadas, em conformidade com regulamentações internacionais, como o Esquema de Compensação de Carbono da Aviação Internacional (CORSIA) e o Sistema de Comércio de Emissões da União Europeia. 

= O SAF Matchmaker, que facilitará a aquisição de SAF, conectando as solicitações de SAF das empresas aéreas às ofertas de fornecimento. 


Ações urgentes dos governos

A IATA pede que os governos a se concentrarem em três áreas: 

Criação de políticas mais eficazes. É necessário eliminar a desvantagem que os produtores de energia renovável enfrentam em relação às grandes petrolíferas para expandir a produção de energia renovável em geral, e a produção de SAF em particular. Isso inclui a alocação de parte do US$ 1 trilhão em subsídios que os governos globalmente concedem aos combustíveis fósseis. 

Desenvolvimento de uma abordagem abrangente para a política energética que inclua o SAF. Primeiro, o avanço da produção de SAF exige um aumento na produção de energia renovável da qual o SAF é derivado. Em segundo lugar, isso também requer políticas que garantam ao SAF uma parcela adequada da produção de energia renovável. Uma abordagem holística deve apoiar o uso conjunto da infraestrutura, a coprodução e outras medidas que beneficiem a transição energética da aviação e de todos os outros setores da economia. 

Garantia do sucesso do CORSIA como o único mecanismo baseado no mercado para lidar com as emissões de CO2 da aviação internacional. A IATA pede aos governos que disponibilizem Unidades de Emissões Elegíveis (UEEs, na sigla em inglês) às empresas aéreas. Até o momento, a Guiana é o único estado que disponibilizou seus créditos de carbono para as empresas aéreas comprarem e usarem em suas obrigações com o CORSIA. 


Foco na Índia 

A Índia, uma das economias emergentes no cenário mundial atual, é a terceira maior consumidora de petróleo, depois dos Estados Unidos e da China. A Índia lançou a Global Biofuels Alliance para posicionar os biocombustíveis como essenciais para a transição energética e o crescimento econômico. Isso inclui uma meta de mistura de 2% de SAF em voos internacionais até 2028, com políticas facilitadoras que incluem preços garantidos, apoio de capital para novos projetos e normas técnicas. A IATA vai trabalhar com a Indian Sugar & Bio-Energy Manufacturers Association (ISMA) e a Praj Industries Limited para fornecer orientação sobre as melhores práticas globais para a avaliação do ciclo de vida do uso de matérias-primas no país. 

Como o terceiro maior mercado global de aviação civil, a Índia pode fortalecer sua liderança em biocombustíveis com a adoção acelerada de SAF por meio de políticas progressivas.