Destaque da Semana

Copenhague-Kastrup (CPH): O aumento do número de passageiros impulsiona o crescimento no aeroporto dinamarquês

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O centenário do Aeroporto de Copenhague (CPH) agora faz parte da história. Esse se tornou o ano com o maior número de passageiros já registrado no aeroporto. Nunca houve conexões aéreas melhores entre a Dinamarca e o mundo, e isso é positivo para a sociedade como um todo.  (© Copenhague Airports)  O número de viajantes nunca foi tão alto no Aeroporto de Copenhague (CPH). Um total de 32,4 milhões de viajantes passou pelos terminais do aeroporto em 2025, ano em que o Estado dinamarquês adquiriu a participação majoritária na Copenhagen Airports A/S, e o Estado agora detém 99,6% das ações.  "O aumento significativo no número de viajantes de e para o Aeroporto de Copenhague se deve ao fato de que mais companhias aéreas abriram novas rotas e aumentaram o número de partidas em rotas existentes. Estamos, claro, muito satisfeitos com isso. Globalmente, o apetite por viagens é forte, e dois em cada três passageiros no aeroporto são viajantes internacionais", diz Christian Poulsen, ...

Colisões de aves com aviões cancelam 100 voos e afetam 27 mil passageiros por ano no Brasil, aponta Abear

Estudo inédito revela 5.184 ocorrências do fenômeno bird strike em três anos, 80% dos casos acontecem durante o processo de aproximação para o pouso e nos primeiros instantes após a decolagem 

Brasília - Um levantamento inédito realizado pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) revela que o Brasil registrou 5.184 ocorrências de colisões de aves com aviões (fenômeno conhecido na aviação civil como "bird strike") entre 2022 e 2024. O total equivale, em média, a uma colisão a cada cinco horas, e leva em conta números da aviação comercial regular em aeroportos nacionais. Em 2025, o levantamento da Abear registrou um aumento de 32% no total de colisões de pássaros com aeronaves. Foram 1.148 registros no primeiro semestre deste ano contra 869 no mesmo período de 2024. 

O problema que afeta a segurança operacional e gera custos adicionais às empresas brasileiras exige uma solução imediata. (Arquivo) 

O impacto direto para quem viaja é significativo: em média, cerca de 27 mil passageiros são afetados por ocorrências de bird strike, como resultado do cancelamento de 100 voos a cada ano. Esses incidentes geram atrasos e cancelamentos que exigem das companhias aéreas o cumprimento da Resolução 400 da ANAC (com alimentação, hospedagem e outras despesas de assistência). Financeiramente, o custo total, que inclui manutenção e aeronaves fora de operação, é estimado em R$ 200 milhões anuais. 

O levantamento revela que 80% das ocorrências de bird strike acontecem durante os primeiros minutos após a decolagem ou na aproximação para o pouso, momentos considerados de mais atenção na operação fora do sítio aeroportuário, porém dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA). Além disso, 8% dessas ocorrências causaram danos significativos às aeronaves, resultando em um efeito cascata na programação de voos. 

O problema que afeta a segurança operacional e gera custos adicionais às empresas brasileiras exige uma solução imediata. Para o diretor de Segurança e Operações de Voo, Abear, Raul de Souza, a resolução abrangente da questão passa pela publicação imediata do decreto presidencial que regulamenta a Lei nº 12.725/2012, sobre o controle de fauna nas imediações dos aeródromos. 

“A publicação e a entrada em vigor deste decreto são cruciais para que se possa instituir e aplicar sanções administrativas para os responsáveis por operações ou atividades que atraiam aves para a Área de Segurança Aeroportuária”, afirma Raul de Souza.“O passo seguinte será eleger os aeroportos prioritários e colocar em prática o que o Decreto determina, em estreita coordenação com a administração aeroportuária local, as autoridades municipais, ambientais, e o Ministério Público. É preciso aperfeiçoar mecanismos de monitoramento, fiscalização e controle rigoroso das atividades que possam atrair aves para dentro da ASA, reduzindo riscos e garantindo a segurança operacional."